terça-feira, 1 de dezembro de 2009

John is Gone




John is Gone, uma banda Pop / New Wave / Alternativa, lançou, este ano, o seu primeiro álbum intitulado “Paper Cuts and Heartbeats” . A banda, que ganhou o prémio Talento RRW e já pisou palcos de festivais como Optimus Alive e Sudoeste, cedeu-nos a seguinte entrevista:



Qual a história da formação de John is Gone?
Os John is Gone surgiram de uma necessidade comum de nos expressarmos mais além das palavras. A música é, para nós, uma grande paixão e consideramo-la como uma entidade que merece e tem, da nossa parte, o maior respeito. Esta é a premissa da música dos John is Gone.



Quais as vossas principais influências?
Como músicos, naturalmente, ouvimos muita música até mesmo sobre um ponto de vista didáctico, mas penso que qualquer pessoa que passe por um trabalho criativo tem como derradeira fonte de inspiração a própria vida, com todas as suas experiências. O mais importante é mesmo ter sempre o espírito pronto a receber aqueles momentos em que alguma coisa nos toca e move em direcção à criação.


Quais as principais vantagens e desvantagens de crescer como banda no Porto?
Penso que a principal vantagem de crescer como banda no Porto, e não em Lisboa, será também a sua principal desvantagem: uma distância de um público maior, ao qual teríamos mais facilidade em divulgar o nosso trabalho, se calhar também nos dá a tranquilidade e ambiente que precisamos para compor.


São uma banda em crescimento, como se sentiram ao tocar em festivais como o marés vivas, optimus alive e sudoeste?
Os festivais foram muito importantes para nós pois tivemos a oportunidade de nos mostrarmos a um maior número de pessoas, mas a verdade é que encaramos todos os concertos com o mesmo sentido de responsabilidade, dando sempre o nosso melhor como demonstração de respeito para quem nos estiver a ver.


Qual a importância da vitória no rock rendez worten, para a divulgação e ascensão da vossa banda?
A vitória do RRW foi crucial em todos os aspectos. Obtivemos uma visibilidade que não tínhamos conseguido até então e a gravação do nosso primeiro álbum tornou-se um sonho concretizado. O processo foi de constante aprendizagem, pelo contacto directo com grandes profissionais do meio, que é talvez a mais importante de todas as mais valias. Ver o nosso trabalho ser reconhecido pelos júris do concurso teve também um aspecto motivacional bastante forte, de tal forma que já temos outros objectivos em vista.


O lançamento do vosso álbum "Paper Cuts and Heartbeats" cumpriu todas as vossas expectativas? O que pensam da forma como este foi recebido?
Podemos dizer que tanto o álbum como a receptividade que este teve junto do público superaram as nossas expectativas iniciais! Confiamos no nosso trabalho e acima de tudo fazemos música que gostamos. Ver esse reconhecimento pelo apoio que temos tido é sem dúvida melhor do que podíamos pedir!



Quais os vossos planos para o futuro?
Temos muita vontade de continuar a fazer música, cada vez mais e melhor. Como disse anteriormente, gravar o nosso primeiro álbum foi um sonho concretizado, mas a música é uma máquina insatisfeita e acredito que insaciável também, pelo que não podemos parar. E não queremos! Por enquanto, a divulgação deste nosso primeiro álbum ainda está a decorrer, mas entretanto estamos já a pensar no sucessor do "Paper Cuts and Heartbeats".



Entrevista realizada por Débora Frescata e Elisabete Sousa

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