Gravidade Zero é o nome de um trio proveniente do Porto, e que toca um rock progressivo composto apenas por bateria e duas guitarras. Com ainda poucos meses de existência, a banda dá nesta fase os seus primeiros concertos, que se transformam em autênticos ensaios ao vivo, fruto do experimentalismo que rodeia a banda.
Aqui fica uma pequena entrevista:
Qual a história da formação da banda ?
Bem, tudo começou em finais de Fevereiro deste ano. Todos nos conhecíamos há bastante tempo, éramos e ainda somos grandes amigos, todos tocamos instrumentos, e daí acabou por surgir a ideia de termos uma banda, que foi crescendo com o passar do tempo e dos ensaios.
Quais são as vossas principais influências?
É uma pergunta um pouco relativa, mas talvez Linda Martini, God Is An Astronaut, Mogwai, por aí.
É uma pergunta um pouco relativa, mas talvez Linda Martini, God Is An Astronaut, Mogwai, por aí.
Porquê ser uma banda instrumental ? Nunca pensaram em incluir voz nas vossas composições?
A ideia de sermos instrumentais surge intimamente ligada à nossa clara falta de jeito para cantar. Os ensaios foram acontecendo, os originais foram surgindo, e raramente se sentiu necessidade de uma voz. Pelo menos da nossa parte, sentimos que é este o caminho que queremos seguir, apesar de haver um original nosso que tem um poema que é declamado no início da música. Se for necessário repetir a experiência, não teremos problema nenhum em fazê-lo.
Como é crescer como banda no Porto ?
Sinceramente, tem os seus lados positivos e negativos. Por um lado é aparentemente fácil, dado que é uma das cidades que possui mais espaços para dar concertos e mostrar o trabalho ao público, mas por outro nem sempre é fácil se conseguir arranjar concertos e ter condições para os fazer, o que é bastante importante.
Quais seriam os próximos passos no desenvolvimento da banda ? Existem planos de gravação de um álbum ou EP?
Sim, acho que é desejo de todos avançarmos para um EP durante o próximo ano. Os próximos passos no desenvolvimento na banda passam por apostar em mais temas originais, e aí sim então pensar mais seriamente em lançar algo que seja um motivo de orgulho para nós.
Entrevista realizada por Débora Frescata e Elisabete Sousa (via e-mail)
